{"id":1728,"date":"2013-04-23T11:17:45","date_gmt":"2013-04-23T14:17:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1728"},"modified":"2013-04-23T11:17:45","modified_gmt":"2013-04-23T14:17:45","slug":"tribunal-de-justica-do-maranhao-decide-pelo-reconhecimento-postumo-de-maternidade-socioafetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1728","title":{"rendered":"Tribunal de Justi\u00e7a do Maranh\u00e3o decide pelo reconhecimento p\u00f3stumo de maternidade socioafetiva"},"content":{"rendered":"<div class=\"al2fb_like_button\"><div id=\"fb-root\"><\/div><script type=\"text\/javascript\">\n(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1&appId=227850297279283\";\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, \"script\", \"facebook-jssdk\"));\n<\/script>\n<fb:like href=\"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1728\" layout=\"standard\" show_faces=\"true\" share=\"false\" width=\"450\" action=\"recommend\" font=\"arial\" colorscheme=\"light\" ref=\"AL2FB\"><\/fb:like><\/div><div class=\"al2fb_send_button\"><div id=\"fb-root\"><\/div><script type=\"text\/javascript\">\n(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1&appId=227850297279283\";\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, \"script\", \"facebook-jssdk\"));\n<\/script>\n<fb:send ref=\"AL2FB\" font=\"arial\" colorscheme=\"light\" href=\"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1728\"><\/fb:send><\/div><p>16\/04\/2013<\/p>\n<p><strong> Fonte: <a href=\"http:\/\/www.ibdfam.org.br\/imprensa\/noticias-do-ibdfam\/detalhe\/5004\" target=\"_blank\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do IBDFAM<\/a><\/strong><\/p>\n<article>SXC<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"SXC\" src=\"http:\/\/www.ibdfam.org.br\/assets\/uploads\/noticias\/1366134485.jpg\" alt=\"SXC\" width=\"200\" \/><\/p>\n<div><\/div>\n<div>R.G.L era filha adotiva informal de M.O.A. e queria ser reconhecida pela Justi\u00e7a como filha, colocando o sobrenome da m\u00e3e adotiva em seu registro de nascimento. Em decis\u00e3o rara na Justi\u00e7a maranhense, o juiz Ant\u00f4nio Manoel Ara\u00fajo Vel\u00f4zo, titular da 4\u00aa Vara de Caxias, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o investigat\u00f3ria p\u00f3stuma de maternidade s\u00f3cio-afetiva movida por R.G.L. A filha e requerente da a\u00e7\u00e3o explica que, quando tinha oito meses de idade, ela foi entregue a M.O.A. em Bras\u00edlia (DF). A m\u00e3e biol\u00f3gica tinha poucos recursos, por isso a entregou \u00e0 nova fam\u00edlia. Em vida, M.O.A. respondia por todos os deveres de m\u00e3e, nunca deixando faltar nada \u00e0 filha de cria\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O juiz Ant\u00f4nio Manoel Ara\u00fajo explica que, ao proferir a decis\u00e3o, se baseou no princ\u00edpio da afetividade, nos requisitos exigidos para configurar a posse do estado de filha da autora e tamb\u00e9m no conceito de ado\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma, \u201cpois no caso em apre\u00e7o, as provas produzidas revelaram a inequ\u00edvoca vontade da m\u00e3e socioafetiva em adotar a requerente, o que n\u00e3o foi poss\u00edvel em raz\u00e3o do seu falecimento\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com o juiz, a sua grande preocupa\u00e7\u00e3o foi investigar se o objetivo visado pela autora se limitava a aspectos meramente patrimoniais. \u201c\u00c9 certo que o deferimento do \u00a0pedido teve repercuss\u00f5es materiais, mas restou evidenciado que a falecida criou a demandante com zelo, amor e carinho e que esses sentimentos eram rec\u00edprocos, \u00a0al\u00e9m de lhe \u00a0prestar toda a assist\u00eancia material\u201d, completa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para a advogada Fab\u00edola Albuquerque, diretora do Instituto Brasileiro de Direito de Fam\u00edlia de Alagoas, o juiz se baseou numa interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o e em princ\u00edpios utilizados explicita e implicitamente, como: \u201ca posse de estado de filho, rendendo ensejo \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o do estado de filia\u00e7\u00e3o, a socioafetividade, a conviv\u00eancia fam\u00edliar, o melhor interesse, a dignidade da pessoa humana, a solidariedade, mas acima de tudo a compreens\u00e3o da mudan\u00e7a de sentido de filia\u00e7\u00e3o, ou seja, a verdade jur\u00eddica da filia\u00e7\u00e3o, necessariamente, n\u00e3o coincide mais com a filia\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. Trata-se de uma categoria mitigada em sua ess\u00eancia\u201d, explica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para a advogada essa decis\u00e3o demonstra a import\u00e2ncia da atual doutrina familiarista, \u201cprincipalmente o relevante papel que o IBDFAM exerce para a consolida\u00e7\u00e3o de um Direito de Fam\u00edlia transformador e democr\u00e1tico\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Multiparentalidade<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do IBDFAM nacional, explica que a multiparentalidade significa o parentesco constitu\u00eddo por m\u00faltiplos pais, ou seja, quando um filho tem mais de um pai e\/ou mais de uma m\u00e3e. Os casos mais comuns, explica o presidente, s\u00e3o os de padrastos e madrastas exercendo as fun\u00e7\u00f5es paternas e maternas, paralelamente aos pais biol\u00f3gicos e registrais, ou em substitui\u00e7\u00e3o a eles. \u201cA multiparentalidade tornou-se uma realidade no ordenamento jur\u00eddico brasileiro a partir da compreens\u00e3o de que paternidade e maternidade s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es exercidas. Com isto desenvolveu-se em nossa doutrina e foi absorvida pela jurisprud\u00eancia a compreens\u00e3o da paternidade socioafetiva\u201d, explica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do nome da m\u00e3e biol\u00f3gica com acr\u00e9scimo do nome da m\u00e3e socioafetiva, o juiz Ant\u00f4nio Manoel Ara\u00fajo explica que o pedido inicial n\u00e3o contemplou essa possibilidade e que a autora requereu a exclus\u00e3o da m\u00e3e biol\u00f3gica. Para Fab\u00edola, apesar da senten\u00e7a ter exclu\u00eddo o nome da m\u00e3e biol\u00f3gica do registro de nascimento, o que se apreende \u00e9 a possibilidade de inclus\u00e3o do sobrenome da fam\u00edlia socioafetiva e a manuten\u00e7\u00e3o do sobrenome da fam\u00edlia biol\u00f3gica no registro. A Lei n\u00ba 11.924\/2009 atualizou a Lei de Registros P\u00fablicos de 1973 para autorizar o enteado (a) a adotar o nome de fam\u00edlia do padrasto ou madrasta, reconhecendo a socioafetividade.<\/div>\n<\/article>\n<div class=\"al2fb_comments_plugin\"><div id=\"fb-root\"><\/div><script type=\"text\/javascript\">\n(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1&appId=227850297279283\";\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, \"script\", \"facebook-jssdk\"));\n<\/script>\n<fb:comments num_posts=\"2\" width=\"500\" colorscheme=\"light\" href=\"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1728\"><\/fb:comments><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>16\/04\/2013 Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do IBDFAM SXC R.G.L era filha adotiva informal de M.O.A. e queria ser reconhecida pela Justi\u00e7a como filha, colocando o sobrenome da m\u00e3e adotiva em seu registro de nascimento. 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