{"id":1649,"date":"2013-02-06T10:19:46","date_gmt":"2013-02-06T12:19:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1649"},"modified":"2013-02-06T10:19:46","modified_gmt":"2013-02-06T12:19:46","slug":"4-mitos-sobre-filhos-de-pais-gays","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1649","title":{"rendered":"4 mitos sobre filhos de pais gays"},"content":{"rendered":"<div class=\"al2fb_like_button\"><div id=\"fb-root\"><\/div><script type=\"text\/javascript\">\n(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1&appId=227850297279283\";\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, \"script\", \"facebook-jssdk\"));\n<\/script>\n<fb:like href=\"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1649\" layout=\"standard\" show_faces=\"true\" share=\"false\" width=\"450\" action=\"recommend\" font=\"arial\" colorscheme=\"light\" ref=\"AL2FB\"><\/fb:like><\/div><div class=\"al2fb_send_button\"><div id=\"fb-root\"><\/div><script type=\"text\/javascript\">\n(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1&appId=227850297279283\";\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, \"script\", \"facebook-jssdk\"));\n<\/script>\n<fb:send ref=\"AL2FB\" font=\"arial\" colorscheme=\"light\" href=\"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1649\"><\/fb:send><\/div><p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/cotidiano\/4-mitos-filhos-pais-gays-676889.shtml?utm_source=redesabril_jovem&amp;utm_medium=facebook&amp;utm_campaign=redesabril_super\" target=\"_blank\">Super Interessante<\/a><\/strong><\/p>\n<h5><\/h5>\n<h5>O gays lutaram e conquistaram direitos iguais no casamento. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 pensar em fam\u00edlia e filhos. Mas o que acontece com crian\u00e7as que s\u00e3o criadas por gays? A resposta: algumas coisas &#8211; mas nenhuma daquelas que voc\u00ea imaginava<\/h5>\n<h6>por Carol Castro<\/h6>\n<div><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/super.abril.com.br\/imagem\/super-301-pais-gays.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Come\u00e7o de ano \u00e9 sempre igual na escola de Theodora: cada aluno se apresenta e mostra as fotos da fam\u00edlia. Pode ser que a menina da primeira carteira seja filha de um engenheiro e uma arquiteta e o pai do menino de cabelos vermelhos chefie a cozinha de um restaurante. Theodora, naturalmente, vai contar sobre a escola de cabeleireiros dos pais. Dos dois pais &#8211; Vasco Pedro da Gama e J\u00fanior de Carvalho, juntos h\u00e1 quase 20 anos. Theodora n\u00e3o hesita em explicar para os colegas: n\u00e3o mora com a m\u00e3e e tem dois pais gays. Ela passou 4 anos num orfanato, at\u00e9 2006, quando uma ju\u00edza de Catanduva, interior de S\u00e3o Paulo, autorizou a ado\u00e7\u00e3o. Nos pr\u00f3ximos meses, a fam\u00edlia vai crescer: o <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/busca\/?qu=casal\" target=\"_self\">casal<\/a> espera a guarda de uma nova menina, de apenas alguns meses de idade.<\/p>\n<p>Na outra metade do mundo, a hist\u00f3ria com pais gays da americana Dawn Stefanowicz foi diferente. Por toda a vida, Dawn conviveu com a visita dos v\u00e1rios namorados do pai. Ele recebia homens em casa, embora ainda morasse com a m\u00e3e de Dawn- o <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/busca\/?qu=casal\" target=\"_self\">casal<\/a> j\u00e1 n\u00e3o se relacionava. Ela segurou as pontas em sil\u00eancio durante a inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e in\u00edcio da fase adulta. Mas depois dos 30 se rebelou contra a situa\u00e7\u00e3o. &#8220;A decis\u00e3o do meu pai de n\u00e3o gostar mais de mulheres mudou minha vida. Os namorados dele sempre o afastaram, e ele colocava o trabalho e os namorados acima de mim&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Dawn e Theodora fazem parte de um novo tipo de fam\u00edlia. Somente nos EUA, segundo estimativa da Escola de Direito da Universidade da Calif\u00f3rnia, 1 milh\u00e3o de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais e transexuais criam atualmente cerca de 2 milh\u00f5es de crian\u00e7as. E cada vez mais casais gays optam por criar seus pr\u00f3prios filhos. Segundo o mesmo instituto, em 2009, 21.740 casais homossexuais adotaram crian\u00e7as &#8211; quase o triplo do n\u00famero de 2000. A estimativa \u00e9 que cerca de 14 milh\u00f5es de crian\u00e7as, em todo o mundo, convivam com um dos pais gays. Por aqui, onde mais de 60 mil casais gays vivem numa uni\u00e3o est\u00e1vel (reconhecida perante a lei apenas no ano passado), a hist\u00f3ria \u00e9 mais recente. O caso de Theodora foi a primeira ado\u00e7\u00e3o por um <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/busca\/?qu=casal\" target=\"_self\">casal<\/a> gay. E isso n\u00e3o faz tanto tempo assim &#8211; s\u00f3 6 anos.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente por ser t\u00e3o recente que o assunto gera d\u00favidas, preconceitos e medos. Quais as consequ\u00eancias na personalidade de uma crian\u00e7a se ela for criada por gays? A resposta dos estudos \u00e9 bem clara: perto de zero. &#8220;As pesquisas mostram que a orienta\u00e7\u00e3o sexual dos pais parece ter muito pouco a ver com com o desenvolvimento da crian\u00e7a ou com as habilidades de ser pai. Filhos de m\u00e3es l\u00e9sbicas ou pais gays se desenvolvem da mesma maneira que crian\u00e7as de pais heterossexuais&#8221;, explica Charlotte Patterson, professora de psiquiatria da Universidade da Virginia e uma das principais pesquisadoras sobre o tema h\u00e1 mais de 20 anos.<\/p>\n<p>Como, ent\u00e3o, explicar as queixas de Dawn e a vida tranquila de Theodora? &#8220;O desenvolvimento da crian\u00e7a n\u00e3o depende do tipo de fam\u00edlia, mas do v\u00ednculo que esses pais e m\u00e3es v\u00e3o estabelecer entre eles e a crian\u00e7a. Afeto, carinho, regras: essas coisas s\u00e3o mais importantes para uma crian\u00e7a crescer saud\u00e1vel do que a orienta\u00e7\u00e3o sexual dos pais&#8221;, diz Mariana Farias, psic\u00f3loga e autora do livro Ado\u00e7\u00e3o por Homossexuais &#8211; A Fam\u00edlia Homoparental Sob o Olhar da Psicologia Jur\u00eddica. Enquanto Theodora mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima dos pais, com conversas abertas sobre sexualidade, Dawn n\u00e3o teve a mesma sorte. Para piorar, ela cresceu em um ambiente r\u00edspido e prom\u00edscuo (o pai levava diferentes homens para casa e n\u00e3o lhe deu aten\u00e7\u00e3o durante os anos mais importantes de sua forma\u00e7\u00e3o). Mesmo assim, sobram mitos em torno da cria\u00e7\u00e3o de filhos por pais e m\u00e3es gays. Veja aqui o que a ci\u00eancia tem a dizer sobre eles.<br \/>\n<strong><br \/>\nMito 1. &#8220;Os filhos ser\u00e3o gays!&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>A l\u00f3gica parece simples. Pais e m\u00e3es gays s\u00f3 poder\u00e3o ter filhos gays, afinal, eles v\u00e3o crescer em um ambiente em que o padr\u00e3o \u00e9 o relacionamento homossexual, certo? N\u00e3o necessariamente. (Se fosse assim, seria dif\u00edcil, por exemplo, explicar como filhos gays podem nascer de casais h\u00e9teros.) Um estudo da Universidade Cambridge comparou filhos de m\u00e3es l\u00e9sbicas com filhos de m\u00e3es h\u00e9teros e n\u00e3o encontrou nenhuma diferen\u00e7a significativa entre os dois grupos quanto \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o como gays. Mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o existam algumas diferen\u00e7as. As fam\u00edlias homoparentais vivem num ambiente mais aberto \u00e0 diversidade &#8211; e, por consequ\u00eancia, muito mais tolerante caso algum <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/busca\/?qu=filho\" target=\"_self\">filho<\/a> queira sair do arm\u00e1rio ou ter experi\u00eancias homossexuais. &#8220;Se voc\u00ea cresce com dois pais do mesmo sexo e v\u00ea amor e carinho entre eles, voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea nada de estranho nisso&#8221;, conta Arlene Lev, professora da Universidade de Albany. Mas a influ\u00eancia para por a\u00ed. O National Longitudinal Lesbian Family Study \u00e9 uma pesquisa que analisou 84 fam\u00edlias com duas m\u00e3es e as comparou a um grupo semelhante de h\u00e9teros. Ainda entre as meninas de fam\u00edlias gays, 15,4% j\u00e1 experimentaram sexo com outras garotas, contra 5% das outras. J\u00e1 entre meninos, houve uma tend\u00eancia contr\u00e1ria: 5,6% nos adolescentes criados por m\u00e3es l\u00e9sbicas tiveram experi\u00eancias sexuais com parceiros do mesmo sexo &#8211; mas menos do que os que cresceram em fam\u00edlias de h\u00e9teros, que chegaram a 6,6%. Ou seja, n\u00e3o d\u00e1 para afirmar que a orienta\u00e7\u00e3o sexual dos pais tenha o poder de definir a dos filhos.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nMito 2. &#8220;Eles precisam da figura de um pai e de uma m\u00e3e&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Filhos de gays n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos que crescem sem um dos pais. Durante a 2\u00aa Guerra Mundial, estima-se que 183 mil crian\u00e7as americanas perderam os pais. No Brasil, 17,4% das fam\u00edlias s\u00e3o formadas por mulheres solteiras com filhos. Na verdade, os pap\u00e9is masculino e feminino continuam presentes como refer\u00eancia mesmo que n\u00e3o seja nos pais. &#8220;\u00c9 importante que a crian\u00e7a tenha contato com os dois sexos. Mas pode ser algu\u00e9m significativo \u00e0 crian\u00e7a, como uma av\u00f3. Ela vai escolher essa refer\u00eancia, mesmo que inconsciente-mente&#8221;, explica Mariana Farias. Se h\u00e1 uma diferen\u00e7a, ela \u00e9 positiva. &#8220;Crian\u00e7as criadas por gays s\u00e3o menos influenciadas por brincadeiras estereotipadas como masculinas ou femininas&#8221;, diz Arlene Lev. Uma pesquisa feita com 56 crian\u00e7as de gays e 48 filhos de h\u00e9teros apontou a maior probabilidade de meninas brincarem com armas ou caminh\u00f5es. Brincam sem as amarras dos estere\u00f3tipos e dos preconceitos.<\/p>\n<p><strong>Mito 3. &#8220;As crian\u00e7as ter\u00e3o problemas psicol\u00f3gicos por causa do preconceito!&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Elas sofrer\u00e3o preconceito. Mas n\u00e3o ser\u00e3o as \u00fanicas. No ambiente infantil, qualquer diferen\u00e7a &#8211; peso, altura, cor da pele &#8211; pode virar alvo de piadas. N\u00e3o \u00e9 certo, mas \u00e9 comum. Uma pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas com quase 19 mil pessoas mostrou que 99,3% dos estudantes brasileiros t\u00eam algum tipo de preconceito. Entre as a\u00e7\u00f5es de bullying, a maioria atinge alunos negros e pobres. Em seguida v\u00eam os preconceitos contra homossexuais. No caso dos filhos de casais gays analisados pelo National Longitudinal Lesbian Family Study, quase metade relatou discrimina\u00e7\u00e3o por causa da sexualidade das m\u00e3es. Por vezes, foram exclu\u00eddos de atividades ou ridicularizados. Vinte e oito por cento dos relatos envolviam colegas de classe, 22% inclu\u00edam professores e outros 21% vinham dos pr\u00f3prios familiares. Felizmente, isso n\u00e3o \u00e9 senten\u00e7a para uma vida infeliz. Pesquisas que comparam filhos de gays com filhos de h\u00e9teros mostram que os dois grupos registram n\u00edveis semelhantes de autoestima, de rela\u00e7\u00f5es com a vida e com as perspectivas para o futuro. Da mesma forma, os \u00edndices de depress\u00e3o entre pessoas criadas por gays e por h\u00e9teros n\u00e3o \u00e9 diferente.<br \/>\n<strong><br \/>\nMito 4. &#8220;Essas crian\u00e7as correm risco de sofrer abusos sexuais!&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Esse mito \u00e9 resqu\u00edcio da \u00e9poca em que a <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/busca\/?qu=homossexualidade\" target=\"_self\">homossexualidade<\/a> era considerada um dist\u00farbio. Desde o s\u00e9culo 19 at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, os gays eram vistos como pervertidos, portadores de uma anomalia mental transmitida geneticamente. Foi s\u00f3 em 1973 que a Associa\u00e7\u00e3o de Psiquiatria Americana retirou a <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/busca\/?qu=homossexualidade\" target=\"_self\">homossexualidade<\/a> da lista de doen\u00e7as mentais. \u00c9 pouqu\u00edssimo tempo para a hist\u00f3ria. O estigma de pervers\u00e3o, sustentado tamb\u00e9m por l\u00edderes religiosos, mant\u00e9m a cren\u00e7a sobre o &#8220;perigo&#8221; que as crian\u00e7as correm quando criadas por gays. At\u00e9 hoje, as pesquisas ainda n\u00e3o encontraram nenhuma rela\u00e7\u00e3o entre <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/busca\/?qu=homossexualidade\" target=\"_self\">homossexualidade<\/a> e abusos sexuais. Nenhum dos adolescentes do National Longitudinal Lesbian Family Study reportou abuso sexual ou f\u00edsico. Outra pesquisa, realizada por tr\u00eas pediatras americanas, avaliou o caso de 269 crian\u00e7as abusadas sexualmente. Apenas dois agressores eram homossexuais. A Associa\u00e7\u00e3o de Psiquiatria Americana ainda esclarece: &#8220;Homens homossexuais n\u00e3o tendem a abusar mais sexualmente de crian\u00e7as do que homens heterossexuais&#8221;.<br \/>\n<strong><br \/>\nD\u00e1 para adotar no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>A lei de ado\u00e7\u00e3o brasileira deixa brechas para a ado\u00e7\u00e3o por gays sem fazer refer\u00eancia direta a esse tipo de fam\u00edlia. Em 2009, quando houve mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o, casais com uni\u00e3o est\u00e1vel comprovada puderam entrar com pedido de ado\u00e7\u00e3o conjunta, sem o casamento civil. Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel entre pessoas do mesmo sexo, fazendo valer tamb\u00e9m a eles os direitos previstos para casais h\u00e9teros. Apesar das conquistas, uma pesquisa do Ibope revelou que 55% dos brasileiros s\u00e3o contra a uni\u00e3o est\u00e1vel e a ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as por casais homossexuais.<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><br \/>\nAdo\u00e7\u00e3o por Homossexuais &#8211; A Fam\u00edlia Homoparental sob o Olhar da Psicologia Jur\u00eddica<br \/>\nMariana de Oliveira Farias e Ana Cl\u00e1udia Bortolozzi, Juru\u00e1, 2009.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"al2fb_comments_plugin\"><div id=\"fb-root\"><\/div><script type=\"text\/javascript\">\n(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1&appId=227850297279283\";\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, \"script\", \"facebook-jssdk\"));\n<\/script>\n<fb:comments num_posts=\"2\" width=\"500\" colorscheme=\"light\" href=\"https:\/\/www.gadvs.com.br\/?p=1649\"><\/fb:comments><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Fonte: Super Interessante O gays lutaram e conquistaram direitos iguais no casamento. 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