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Gay xingado na frente dos colegas recebe indenização de R$ 50 mil na Justiça.
1RIO DE JANEIRO – Um funcionário chamado de “viadinho” na frente dos colegas de trabalho, conseguiu na Justiça provar o preconceito, e foi indenizado em R$ 50 mil por danos morais.
O juiz José Saba Filho, da 73ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, obrigou a Sul América Cia Nacional de Seguros a indenizar o empregado por ter sido xingado pelo gerente da empresa, com palavras ofensivas e depreciativas por ser homossexual. Ainda cabe recurso na decisão.
– É evidente que os atos reiterados do gerente, no ambiente de trabalho, ridicularizando o subordinado, chamando-o pejorativamente de “viadinho”, revelam discriminação, preconceito e desprezo em relação à pessoa do acionante e, assim, certamente afetaram a sua imagem, o íntimo, o moral, resultando em prejuízo moral que deve ser reparado.
De acordo com as testemunhas, o gerente chamava com frequência o subordinado de “viadinho” na frente de outros empregados.
Para o juiz, o poder do empregador não autoriza que seus gerentes usem o cargo superior para praticar assédio moral e usar tratamento contra as regras de boa conduta.
Segundo Saba Filho, é dever do empregador zelar por um ambiente de trabalho sadio e sem que a relação entre os funcionários rompa os limites legais.
Fonte: Mundomais
União Homoafetiva entra na pauta do plenário do STF próximo dia 04
1Dois processos envolvendo a união de pessoas do mesmo sexo foram incluídos na pauta de julgamentos do Plenário do Supremo Tribunal Federal da próxima semana. Na quarta-feira, 4 de maio, os ministros deverão analisar, sobre a união homoafetiva, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, ambas de relatoria do ministro Ayres Britto.
ADI 4277
A ADI 4277, ajuizada pela Procuradoria-Geral da República, foi protocolada inicialmente como ADPF 178. A ação objetiva a declaração de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.
A PGR defende a tese de que “se deve extrair diretamente da Constituição de 1988, notadamente dos princípios da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III), da igualdade (artigo 5º, caput), da vedação de discriminações odiosas (artigo 3º, inciso IV), da liberdade (artigo 5º, caput) e da proteção à segurança jurídica, a obrigatoriedade do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar”.
ADPF 132
Na ADPF 132, o governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ) alega que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade), e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal.
A ação pede que o STF aplique o regime jurídico das uniões estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis do Rio de Janeiro. E que os mesmos direitos dados a casais heterossexuais sejam dados aos casais homossexuais em relação a dispositivos do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do Rio de Janeiro, que tratam sobre concessão de licença, previdência e assistência (incisos II e V do artigo 19 e artigo 33 do Decreto-Lei 220/75).
Fonte: STF
Para Corregedoria da Câmara, Bolsonaro não quebrou o decoro parlamentar
0O presidente da Corregedoria da Câmara, Eduardo Fontes (PP-PE), deve livrar o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) da acusação de racismo e homofobia. Para Fontes, Bolsonaro não entendeu a pergunta feita pelo programa “CQC – Custe o Que Custar”, da TV Bandeirantes. Vale lembrar que o corregedor é do mesmo partido do deputado.
De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna de hoje (19) publicada no jornal “Folha de São Paulo”, Eduardo Fontes declarou que se Bolsonaro “tivesse entendido, ele não responderia daquela forma”. Segundo a jornalista, o corregedor não se manifesta oficialmente.
Eduardo Fontes também pediu pesquisa sobre decisões onde o STF (Supremo Tribunal Federal) trata da prerrogativa onde os parlamentares podem se expressar livremente. Especula-se que, já que homofobia não é crime, Bolsonaro pode contar com o respaldo da imunidade parlamentar.
Fonte: Site acapa
Tribunal de Justiça do RJ aplica Lei Maria da Penha a casal gay
0Mais um homossexual foi beneficiado com a Lei Maria da Penha. Desta vez, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro TJ-RJ, através do juiz Alcides Fonseca Neto, da 11ª Vara Criminal, concedeu a medida protetiva que determina ao ex-companheiro manter uma distância de 250 metros da vítima por tempo indeterminado.
Segundo o TJ-RJ, o casal vivia junto há três anos, no centro do Rio, e a vítima sofria constantes agressões por parte do ex-companheiro. Em uma delas, ocorrida no final de março, a vítima foi atacada com uma garrafa, o que lhe causou hematomas no rosto, nas pernas, lábios e coxa.”A especial proteção destinada à mulher pode e deve ser estendida ao homem naqueles casos em que ele também é vítima de violência doméstica e familiar”, explicou o magistrado Alcides Fonseca Neto.
Apesar de estar preso, já foi expedido um alvará de soltura ao ex-companheiro, sem o pagamento de fiança. No entanto, a medida só ocorre quando o réu assinar um termo se comprometendo a manter a distância estipulada pelo juiz da vítima.No começo do ano, um homossexual do Rio Grande do Sul foi beneficiado com a Lei Maria da Penha. A medida foi concedida pelo juiz Osmar de Aguiar Pacheco, de Rio Pardo RS, que terminou ao ex-parceiro manter a distância mínima de 100 metros.
Fonte: Site acapa
SEMANA SANTA – ENCONTRO DAS TERÇAS DA PASTORAL DIA 19 DE ABRIL, ÀS 19 HORAS, NO CASARÃO BRASIL
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ENCONTRO TERÇAS DA PASTORAL
Sua presença é que faz a nossa Semana Santa.
Nesta terça, 19 de abril, às 19h no Casarão Brasil.
É tempo de celebrar a Paixão e a Ressurreição de Jesus Cristo. É tempo de celebrar a Semana Santa em mais um encontro Terças da Pastoral aqui no Casarão Brasil.
Com o tema “Viver a Semana Santa como Católic@ LGBT”, abrimos nossas portas para um incrível processo de meditação com o Pe. James Alison. Venha conhecer o ministério Pascal, a partir da perspectiva de cidadão LGBT.
O espaço está aberto para o compartilhamento de experiências. No encerramento, uma marcante missa sagrada.
Paz, amor, fé, carinho, sabedoria e igualdade é tudo que este encontro reserva para você.
Casarão Brasil. De portas abertas para você.
Rua Frei Caneca, 1057 – São Paulo.
Polícia detém integrantes de grupo nacionalista na Paulista
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Maioria será ‘averiguada por crime de intolerância’.
Ato teve de um lado grupos nacionalistas e de outro ativistas gays.
Marta Cavallini Do G1 SP
Dez pessoas foram detidas durante protesto no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste sábado (9).
Oito são integrantes dos grupos Ultradefesa, União Nacionalista e Carecas, que foram ao local fazer uma manifestação em defesa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Um deles estava com uma carteirinha com a inscrição “detetive especial”. Os outros dois detidos são punks anarquistas que estavam do outro lado do protesto e estavam sem documentos.
Segundo Cássio Cardosi, do Serviço de Operações Especiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a maioria dos detidos foi levada para a delegacia após uma análise dos documentos apontar alguns deles como já tendo se envolvido em atos de intolerância. Eles foram levados para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
Estrelinhas ninja que foram apreendidas(Foto: Marta Cavallini/G1)
Foram apreendidos durante o protesto um bastão e estrelinhas ninja com integrantes dos dois grupos. A Policia Militar teve de fazer um cordão de isolamento para que os grupos nacionalistas não entrassem em confronto com ativistas do movimento gay, estudantil, punk-anarquista, negro e de defesa das mulheres e integrantes do Sindicato dos Trabalhadores da USP , que também foram ao local para tentar impedir o protesto.
No programa “CQC”, da TV Bandeirantes, exibido no mês passado, Bolsonaro afirmou que não discutiria “promiscuidade” ao ser questionado pela cantora Preta Gil, sobre como reagiria caso o filho namorasse uma mulher negra. Bolsonaro também disse, no programa, que os filhos dele não são gays porque tiveram uma boa educação.
Cássio Cardosi mostra carteirinha de detido que sedizia detetive especial (Foto: Marta Cavallini/G1)
Durante toda a manhã, houve provocações de lado a lado. Houve disparo de gás pimenta quando um movimento do grupo nacionalista se aproximou da corrente da polícia. Outro integrante do grupo teve de ser retirado pela polícia após tentar discutir com o movimento estudantil gay.
Eduardo Thomaz, integrante do grupo Ultradefesa, disse que o objetivo do protesto foi defender os “direitos da família e do cidadão”. Segundo ele, o ato não teve caráter “homofóbico”. Já o movimento gay disse ter se mobilizado para impedir um ato de “intolerância”.
Segundo o capitão da PM Fábio Romam Albuquerque, do 11º batalhão, cem homens foram deslocados para a região para ajudar na contenção.
Policiais fazem paredão para impedir possível confronto (Foto: Marta Cavallini/G1)Seminário Redes e Sustentabilidade no SGDCA
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Clique abaixo para saber mais sobre o seminário Redes e Sustentabilidade no SGDCA (Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente).
O evento, promovido pela Fundação Telefônica, acontecerá nos dias 4 e 5 de maio de 2011 em São Paulo, no Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes nº 71 – Bela Vista, São Paulo, SP).
Inscrições pelo site do Portal Pró-Menino: www.promenino.org.br
Mãe biológica confirma adoção do filho para casal gay
0Quase dois meses depois do Ministério Público de Pelotas (RS) propor à Justiça a adoção de um menino de quatro anos por um casal de união homoafetiva, a mãe biológica da criança foi ouvida pela juíza da Vara da Infância e Juventude, Maria do Carmo Braga. A audiência aconteceu na terça-feira (12/4), com as presenças do promotor da Infância e Juventude, José Olavo Passos, e de um defensor público. A mãe do menino afirmou que concorda com a adoção e quer que o filho fique com o casal homossexual.
O menino foi entregue ao casal há dois anos pela mãe, pedindo que dele cuidassem. O Conselho Tutelar chegou a ser procurado pelo casal e autorizou que permanecesse com a criança diante da situação em que se encontrava: estava com sarna, piolho e precisando de atendimento médico. Na época, a mãe relatou que não possuía condições de cuidar do filho e assinou um termo de entrega do menino, que foi repassado para o casal.
Em fevereiro, a Promotoria da Infância e Juventude de Pelotas requereu a guarda provisória, ao ajuizar uma ação de adoção cumulativa com destituição do poder familiar, para que a criança pudesse se tornar oficialmente filha do casal. A Justiça acolheu o pedido da guarda provisória feita pelo promotor José Olavo Passos. Na avaliação do promotor, “o que tem que se analisar é o bem-estar da criança, e se ela tem todo o carinho e suporte necessário. Não há motivo para se negar a adoção em virtude da sexualidade do casal, importando, sim, o caráter das pessoas”.
De acordo com José Olavo, o casal vive em união estável há oito anos. E o menino ‘‘está saudável e feliz, frequenta a escola, tem plano de saúde, está entrosado com a família do casal, convive com meninos e meninas e tem uma orientação psicológica completamente normal”.
Fonte: Consultor Jurídico
